18/09/07

Comunidade do meu livro

Queria convidar a todos para participarem da comunidade do meu livro(o que eu pretendo editar) "A lenda de Drake". Ainda é nova, com poucos membros, mas espero por todos.

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=38953935

07/09/07

Em breve o capitulo 6 estara aqui, é que eu estou muito ocupado no momento e ele atrasou um pouco, mas eu ainda não esqueci de Memórias de Volceno.

27/07/07

Memórias de Volceno- Chapter 5

Memórias de Volceno

Chapter 5

Iris, a estranha garota sentimental

Act One
-Hoje é um dia especialmente chato, Roovs -disse Maxim ao acordar na manhã seguinte. -Hoje é o meu primeiro dia de treinamento de controle elemental. Yen disse que vou ter um professor incrível para me ensinar a controlar esses poderes, que são ainda mais incríveis. Fazer o quê se eu sou incrível, né?
-Você é um incível palhaço -disse a voz de Quistis vinda da porta.
Maxim se virou e viu a maga de cabelo rosa parada na porta de seu quarto, aguardando.
-Quem te deu ordem para entrar? -perguntou ele. -E se eu estivesse me trocando?
-Eu estaria passando mal -zombou Quistis.
-Sei. O que faz aqui tão cedo?
-Você está atrasado para seu treino matinal.
-Atrasado? Mas ainda são 7 horas.
-7 horas e 1 minuto agora. Seu professor é muito pontual, já está te esperando a mais de 5 minutos. Acho que ele esperava que você fosse um aluno dedicado e chegasse mais cedo às aulas.
-Eu não sou um aluno, e isso não são aulas.
-Ah, como quiser. Agora se troque logo que eu te acompanharei até o local de treino.
Maxim trocou de roupa rapidamente seguiu com Quistis até o local de treino. Passando pelo terceiro andar, viram aquela mesma garota, no mesmo lugar.
-Eu já não te disse que é proibido ficar aí? -disse Quisti quando passaram por Iris. Ela ignorou o recado e desceu as escadas para o segundo andar.
-Essa menina também é meio desmiolada, não é? -perguntou Maxim. -Tudo bem que ela teve um trauma muito grande, mas já fazem dois anos, não é? Ela já devia ter superado!
-Você superou a morte de seu pai?
-Não -disse o garoto desanimado -mas isso aconteceu ontem. Não tem como superar uma perda tão grande em apenas um dia.
-Agora me diga, você acha que sofreu por perder seu pai? Essa garota só tinha o irmão como companhia no mundo. Ela o perdeu em um acidente trágico. Ela o viu morrer. Você não acha que se visse seu pai morrer estaria mais traumatizado?
Maxim baixou a cabeça e fitou o chão.
-Não sei te responder -disse ele. -Mas com certeza deve ter sido doloroso.
-Até que você está superando bem. Não faz nem um dia e você está caminhando. Eu fiquei uma semana de cama.
-Eu já estava esperando a morte de meu pai a muito tempo, por isso já estava preparado, praticamente falando. É claro que ninguém espera a morte de ninguém, é sempre um choque quando alguém morre, mas meu pai estava muito doente. Uma hora ou outra ele iria morrer, então a dor foi muito menor, pois eu carregava ela desde o dia em que ele adoeceu.
-Essa é uma estratégia boa. Vou começar a pensar que todos vão morrer, assim eu nunca vou sofrer.
Os dois subiram as escadarias do quarto andar e entraram em uma sala bem espaçosa. Todas as coisas tinham sido afastadas do centro da sala, que agora era um grande espaço vazio. As mesas e os armários estavam encostados nas paredes, todos empilhados para economizar o máximo de espaço possível. No centro da sala havia apenas uma pessoa que Maxim reconheceu imediatamente graças às duas orelhas absurdamente grandes.
Durval.
Act Two
-Só pode ser brincadeira -disse Maxim, olhando com desdém para o professor Durval. -Dumbo lessionando para mim... o que eu fiz para merecer isso meu Deus...
-Cale a boca garotinha -zombou Durval.
-Eu não sou uma garotinha!!!
-Então prove!
-Bem, como vocês já estão se entendendo muito bem, eu vou me retirar -disse Quistis. -Até logo!
Ela saiu correndo da sala enquanto Durval se aproximava de Maxim.
-Olhe aqui garoto -começou ele. -O diretor Yen me mandou te ajudar com lições de controle de poder elemental...
-Agora eu acredito que aquele velho é maluco.
-Silêncio! Eu sou o professor mais qualificado dessa escola para te ajudar com lições de poder elemental, por isso, é melhor não zombar de mim. Não quero mais ser chamado de Dumbo.
-Como desejar, mestre orelhas de anjo.
-Orelhas de anjo?
-É, o tamanho das asas já tem então...
-Cale-se seu idiota. Preste atenção no que eu vou te dizer. Os poderes elementais são divididos em quatro partes. Fogo, água, terra e ar. Cada uma dessas área tem um nome próprio, o nome do Deus desse elemento. A área do fogo se chama Flamedo; a da água se chama Aquatuvs; da terra se chama Eraclist e do ar se chama Djignis. No início, seria bom que você disesse em voz alta a área que deseja usar. Isso ajuda a evoluir a concentração. Em breve você poderá usar qualquer elemento sem falar nada.
-Não entendi direito. Falar o elemento?
-Não é falar o elemento, é pedir poder para o elemento. Mais ou menos assim. -Durval fez alguns movimentos com as mãos. -Flamego!
Nada aconteceu.
-Não aconteceu nada... -disse Maxim.
-Porque eu não sou um elemenal, e isso foi apenas um exemplo!!! Agora, se você entendeu, tente. Pense no que deseja fazer, no elemento que deseja usar, e diga-o em voz alta.
-Vou tentar -disse Maxim. Ele imaginou uma pequena bola de fogo saindo de sua mão. -Flamedo!
Nada.
-Tente de novo -disse Durval duramente.
Dessa vez Maxim imaginou uma bola de fogo ainda menor.
-Flamedo!
Novamente, nada ocorreu.
-Flamedo! Flamedo!
-Você não está se concentrando!
-É muito difícil!
-Esse é o nível básico de poderes elementais. Parece que você terá que usar o método de aprendizagem japonês.
-Japonês?
-Esqueça, isso não é desse mundo. Os magos do Japão, que é um país de outro mundo, costumam dar nomes a todos seus poderes. Os elementais de lá não são diferentes. Tente dizer o nome do elemento e criar um nome para essa técnica.
-E como eu vou fazer isso?
-Isso não é problema meu. Agora tente.
Maxim se concentrou novamente. Imaginou a bola de fogo pequena saindo de sua mão. Mas, que nome daria? Que nome poderia utilizar? Então ele se lembrou das inúmeras aulas de luuvinês, as aulas da linguagem de Luuvi. Não se lembrava de muitas palavras, mas algumas poderiam ajudar.
Sim. Uma poderia ajudar.
-Flamedo Ball!!!
Uma pequena bola de fogo saiu da mão de Maxim e avançou veloz pelo ar, sem que ele visse para onde.
-Eu consegui!!! -berrou o garoto. -Eu consegui!!! Mestre Dumbo, você viu, eu...
Mas Maxim parou. Durval tinha sido atingido na barriga pela bola de fogo. Devido ao poder fraco de Maxim, não fora um dano sério, mas o suficeinte para queimar sua roupa.
-Senhor orelha, eu não fiz de propósito...
-Seu maldito! -berrou Durval.
Maxim teve que correr para se esquivar dos feitiços lampejantes de Durval. Correu e deixou a sala, sem saber para onde iria.
Act Three
Maxim correu desesperadamente e só parou quando percebeu que Durval já não o seguia. Estava livre das aulas, com certeza, pois aquele velho orelhudo nunca lessionaria para ele novamente após o que aconteceu. “Melhor para mim”, pensou ele. “Essas aulas seriam chatas e desagradáveis mesmo. Eu nunca as desejei...” Mas então ele pensou no lado negativo. Se não tivesse essas aulas, não aprenderia a controlar seus poderes. Se não aprendese a controlar seus poderes, não poderia lutar, logo não poderia perseguir membros da Warlock. Isso era algo que ele tinha que fazer, não importava como.
Pela primeira vez após a corrida, olhou em volta com atenção e percebeu que estava no terceiro andar, o andar proibido. Caminhou um pouco por ele, os olhos fixos nas portas trancadas, atentos. Ele sabia que o que quer que tenha acontecido aqui, não tinha sido um acidente. Um acidente não imobilizaria um andar de uma escola por dois anos.
Dois anos... O mesmo tempo que passou desde o primeiro ataque à seu pai... O primeiro ataque que ele se lembrava pelo menos...
Maxim continuou caminhando até chegar à porta da sala onde Iris sempre estava, e aquele dia não foi diferente. A estranha garota estava parada, olhando fixamente para a porta da sala de número 33. Só neste momento Maxim percebeu o quanto desgastada ela estava. Suas roupas estavam surradas, e sua pele não estava muito limpa. Era como se a garota não fizesse nada além de observar aquela porta, além de relembrar o acontecimento triste da morte de seu irmão, além de tentar limpar suas memórias ruins. Memórias... Lembranças...
Maxim teve uma idéia. E tinha que ser agora.
Se aproximou da garota, que nem mesmo se virou para ver quem era. Quando ele parou, a poucos centímetros das costas dela, ouviu uma fraca voz, quase um pranto:
-O que quer aqui? -perguntou ela. -Veio zombar de mi como os outros? Iris, a estranha? Iris, a sentimental? O que vai ser dessa vez?
-Eu não tenho o costume de zombar das pessoas -mentiu Maxim, mas ele não teria coragem de zombar dessa garota, pelo menos não nesse estado. -Nunca zombaria de você, pois sequer vejo um motivo para fazer isso.
-Não vê? Todos zombam de mim por ficar parada em frente a essa porta, mas eles não sabem o que eu sinto! Ninguém além de mim viu o que aconteceu! Ninguém além de mim sabe os detalhes desse... acontecimento! Ninguém além de mim viu... eles...
-Eles?
-Todos pensam que foi um acidente! Todos estão errados...
Maxim olhou fixamente para a nuca de Iris, como se pudesse ver sua face através da carne. Deu dois passos lenos e silenciosos e parou ao lado da garota, que pela primeira vez olhou para ele.
-Você foi uma sobrevivente -disse ele. -Eu sei bem como é isso.
-Não, você não sabe! Ninguém sabe! -Ela parecia se enfurecer. Lágrimas caíam de seus olhos e deslizavam por sua face, alcançando sua boca ressecada.
-Aquilo não foi um acidente, certo -dise Maxim, as palavras escapando de sua boca sem que ele desejasse. -A morte de seu irmão...
A garota fitou ele profundamente e seus olhos tremeram.
-Eu... -começou ela. -Eu não quero falar sobre isso...
Ela se virou para correr, e Maxim percebeu que a hora para seu plano era essa.
-Espere -disse ele, estendendo o braço e tocando o ombro da garota, como um gesto para fazê-la parar. Seu plano funcionou perfeitamente. Uma das lembranças dela circulou em sua mente.
Act Four
Maxim parou em frente à mesma sala onde estava, porém ela estava aberta. Havia um barulho de vozes dentro da sala, vozes de alunos. Essa lembrança era de dois anos atrás, no mínimo. Ele entrou na sala e procurou por Iris, reparando logo numa garota alegre que estava sentada no centro da sala, em meio a uma grande turma. Ao lado dela havia um rapaz alto, bem parecido com ela, que Maxim loo reconheceu como seu irmão. Em volta dos dois estavam mais três garotas, alunas amigas dela, mas nenhuma que se pudesse reconhecer. A classe tinha um total de 40 magos e mais um professor, e todos tentavam falar ao mesmo tempo, fazendo um barulho quase ensurdecedor. Mas, repentinamente, o barulho parou. Um lampejo branco atravessou a sala e o professor caiu no chão, duro. Maxim, que não conhecia mágica alguma, achou que ele apenas estivesse inconseciente ou qualquer coisa parecida, mas a voz de uma garota abafou seu pensamento.
-Ele está morto!!! -berrou uma das magas.
-Essa foi o feitiço “Executus”? -perguntou outra.
Maxim direcionou seu olhar para Iris, que estava paralisada de terror. Seu irmão a abraçava em uma tentativa frustrada de acalmá-la, mas ele estava quase tão assustado quanto ela.
Então houve outro lampejo barnco, mas não foi nenhum feitiço. A memória “falhou”, pela primeira vez na vida de Maxim, a memória que ele assistia foi cortada e uma outra se iniciou.
Agora ele estava parado na mesma sala, no que pareciam ser minutos depois do acontecimento chamado por todos de acidente. Todos estavam deitados no chão, como se dormissem, mas Maxim sabia que não estavam dormindo. Só havia uma garota na sala que não estava deitada. Iris estava ajoelhada ao lado do corpo duro e já sem vida de seu irmão, chorando desesperadamente. Suas lágrimas caíam sobre o peito do garoto, molhando suas roupas e respingando no chão. Ela tremia, mas não era um tremor de frio ou de medo, era um tremor de raiva, e Maxim podia sentir isso. Aliás, ele já havia sentido isso, a pouco tempo atrás, quando seu pai foi assassinado. O tremor demoraria para passar, ele sabia disso. Queria avisar a garota, ma não podia falar com ela, não durante uma memória.
Ouviu alguns barulhos de passos fora da sala e algumas vozes familiares.
-Eles roubaram o “desmorriam” -disse a voz de Quistis, que parecia ofegante. -Quem eu juízo perfeito roubaria aquele artefato?
-Não posso afirmar nada, mas tenho minhas hipóteses -disse a voz de Yen. -Há encantamentos perigosos por toda essa sala. Devem ter sido “eles”...
-“Eles”? -perguntou a voz de Durval assustada. -O que “eles” iriam querer com o “desmorriam”?
-Não sei responder a todas as perguntas, caro Durval, mas creio que logo saberemos. Essas salas não poderão mais ser usadas por algum tempo, algumas horas talvez, ou mais. Os encantamentos deixados nelas são perigosos e não podem ser cancelados, apenas desaparecem com o tempo. Geralmente ficam ativos por no máximo 6 horas, mas alguns magos conseguem deixá-los funcionando por dias, raramente meses. O certo seria que investigássemos a sala do “desmorriam” para ver o que aconteceu e chamarmos uma perícia mágica para fazer deduções.
-Algo me diz que isso faz parte de uma importante conspiração -disse a voz de Gleen, o cientista. -Parece um plano... grande.
Eles entraram na sala ofegantes, todos dois anos mais novos, mas com poucas diferenças da atualidade. Notaram Iris em meio a uma grande quantidade de corpos mortos e correram até ela. Quistis se aproximou e deu um abraço confortante na garota, que não se acalmou nem parou de tremer.
-Acalme-se -disse a maga, limpando as lágrimas de Iris. -Você é a única sobrevivente dessa tragédia. Terá que fazer um depoimento e suas memórias serão de boa ajuda...
-ELES MATARAM MEU IRMÃO!!! -berrou ela. -COMO VOCÊ PODE ESTAR PREOCUPADA COM MEMÓRIAS! EU SÓ QUERO ESQUECER O QUE ACONTECEU!
-Acalme-se -disse Quistis carinhosamente.
-Eu só quero... esquecer...
Act Five
Maxim tirou a mão do ombro de Iris e se afastou, cambaleando. A garota olhava para ele assustada, como se tivesse percebido que bira o que aconteceu, que ele vira seu passado, suas lembranças mais escondidas. Ela se aproximou de Maxim e o fitou.
-Eu vi o que aconteceu -disse Maxim, ergunedo sua cabeça para olhar nos olhos de Iris. -Eu vi sua lembrança... o acidente que todos dizem... não foi um acidente...
-Você viu? -perguntou ela, aparentemente sem entender. -Como isso é possível?
-Eu tenho um dom. Um dom estranho, sabe. Quando as pessoas me tocam, ou vice-versa, posso ver algumas lembranças delas. Pude ver uma lembrança sua, e vi os mortos. Vi o dia do acidente. Mas não consegui ver quem o causou. Não pude ver quem matou seu irmão...
Iris arregalou os olhos, surpresa.
-Você pode ver lembranças com um toque? -perguntou ela.
Maxim respondeu afirmativamnte com a cabeça.
-Eu pensei... eu pensei que era a única... a única com esse poder...
-Você também pode ver lembranças dos outros? -perguntou Maxim, tão surpreso quanto Iris agora. -Quando as pessoas te tocam, você pode ver lembranças delas?
-Infelizmente. Isso me fez perder minha memória, e a única coisa de que me lembro é daquele dia e de dois anos depois. Antes disso, minha memória é completamente vazia.
-Acontece o mesmo comigo -disse Maxim, agora entusiasmado. Não era mais a única pessoa com esse estranho poder, com essa maldição. Tinha alguém para dividir as dores de perder a memória, alguém com quem conversar sobre seu problema. -Nós temos o mesmo problema.
-Como você pode ficar alegre com isso? Como você pode se alegrar ao perder sua própria memória em troca de um dom inútil?
-Eu... não me alegro. Só tento aproveitar tudo o que a vida me dá. Se ela não está disposta a me dar memórias próprias, tenho que me sentir bem com esse dom. -Maxim dizia isso sem saber porque. Não se sentia bem com esse dom. Achava que era um problema, uma maldição, algo que atrapalharia sua vida eternamente.
Por um momento, ambos ficaram em silêncio. A frase filosófica de Maxim pareceu agir na mente de Iris, que ficou pensativa. O silêncio pareceu eterno, embora tenha durado apenas alguns segundo, quando Maxim voltou a falar.
-Você escondeu a memória, não foi? -disse ele. -Você tentou bloquear o instante exato da morte de seu irmão durante todos esses dias, por isso fica vindo a esse lugar. Eu vi sua lembrança, mas não pude ver quem causou a morte daquelas pessoas, pois sua memória estava apagada.
-Eu esqueci aquele momento -disse Iris sem olhar para Maxim. -Eu tentei de todas as maneiras esquecer aquele momento e finalmente consegui. Não será você quem me fará lembrar dele, pois eu não desejo.
-Você viu uma memória miha também, não viu? -perguntou Maxim, tentando despertar curiosidade na garota, ao mesmo tempo que tentava descobrir o que tinha acontecido naquele misterioso dia. -Quando eu te toquei você viu uma das minhas memórias.
-Na verdade, eu vi duas -disse Iris, dando as costas a Maxim. -Vi o ataque a seu pai, a dois anos atrás. Vi também a batalha que você travou contra o assassino dele, em frente às ruínas de sua casa.
-Aquele homem... o que parece um lagarto... ele era um membro da Warlock -disse Maxim.
A garota parou. Novamente, seus olhos se arregalaram na direção de Maxim. Ela se aproximou dele como se desejasse fazer algo, mas não fez nada. Virou-se para a porta da sala 33 e começou a chorar.
-Foram eles, não foram -disse Maxim, confirmando sua suspeita. -Foram eles quem atacaram a escola Lansgreed naquele dia. Foram eles que mataram o professor e todos os alunos. Foram eles que matarm seu irmão.
-Eu... -começou Iris soluçando em prantos. -Eu... Eu não pude fazer nada... Eu não pude proteger ninguém... Nem mesmo... Nem mesmo Eric... Eu sou uma inútil...
Maxim se aproximou dela novamente e quase a tocou, mas não queria ver mais nenhuma memória. Apenas fitou os olhos lacrimejados de Iris, como se pudesse ver por dentro de sua cabeça, através de sua pele e de seus ossos.
-Acho que estamos mais ligados do que podemos imaginar -disse ele. -Esse caras... esse grupo... Warlock... eles parecem desejar algo com nossos parentes. Pode ser algum plano, ou qualquer outro tipo de coisa. Eles roubaram alguma coisa daqui, e isso pode ser uma pista. Eu vo atrás deles. Quero vingar a morte do meu pai. E, quando fizer isso... vou vingar a morte de seu irmão também...
Iris engoliu o choro.
-Você não vai vingar meu irmão -disse ela. -Eu não vou permitir que vá atrás da Warlock sozinho.
-Você não entende, eu preciso me vingar e...
-Eu vou com você!
Act Six
-O que? -perguntou Maxim assustado. Ele esperava qualquer coisa, menos isso.
-Você me entendeu. Eu vou com você.
-Não, você não pode. Vai ser muito perigoso.
Houve um lampejo verde e algo brilhante que saiu da mão de Iris atingiu Maxim, jogando-o para trás.
-Eu sou uma maga -disse ela sorrindo, pela primeira vez depois de muito tempo. Era um sorriso leve, fraco, um sorriso de alguém que não teve alegria nenhuma por dois longos anos. Maxim esfregou o peito, onde o feitiço tinha o atingido. Estava doendo, uma dor leve, mas ele soube que ela tinha pegado leve com ele. Olhou para ela e viu o seu sorriso, aquele sorriso meio forçado, mas ele soube que, com o tempo, ela poderia melhorar. A alegria poderia voltar ao seu corpo quando ela se vingasse, quando descobrisse por que seu irmão tinha sido assassinado. Maxim se levantou e fitou Iris. Sorriu também. Seu sorriso era pouco melhor do que o dela, mas ele também poderiam melhorá-lo com o tempo. Já sentia-se mais feliz naquele momento. Tinha encontrado alguém qu o entendia, que sentia o mesmo que ele.
-Não precisava ter me atacado -disse ele, esfregado o peito ainda dolorido.
-Foi só uma prova de que posso me defender -disse Iris. -Agora, vai m deixar ir com você ou não?
-Se você deseja isso, não vou te impedir -disse Maxim. -Mas a responsabilidade é toda sua.
Os dois riram levemente mais uma vez.
-Obrigado, Maxim -disse a garota. -Você me deu um motivo para viver novamente. Eu passei esses dois últimos anos tentando entender o que faria sem meu irmão. -Ela engoliu o choro novamente. -Agora eu tenho algo para fazer. Posso me sentir viva novamente.
-Nós temos algo para fazer! -disse Maxim. -Não pense em fazer tudo sozinha, Iris. Vamos dividir os membros daquela organização em dois. Metade para cada um, certo?
-Podemos discutir isso depois que encontrá-los. Quando souber de algo, não hesite em me chamar. Estou no quarto 43. Vou esperar anciosamente pelo seu chamado.
-Claro, mestre -zombou Maxim. -Agora eu tenho que falar com Yen. Preciso perguntar uma coisa para ele. Sua memória me ajudou bastante. Obrigado.
Após se despedirem, Maxim correu para a sala do diretor. Ouviu uma voz familiar de dentro da sala e temeu adentrá-la. Era Durval.
-Aquele garoto é retardado! -disse a voz do profesor orelhudo. -Ele me
atacou durante nosso primeiro treino! Que espécie de aluno ele é?
-Acalme-se Durval -disse Yen. -Ele só queimou suas roupas, não foi um dano considerável.
-E como fica minha moral perante aos alunos? Eu não posso ser atacado e deixar assim!
-Com licença -disse Maxim calmamente enquanto abria a porta da sala. Olhou para a face de Yen, que tinha uma expressão clara de “isso não vai dar certo”. Durval olhou para trás lentamente ao ouvir a voz de Maxim e tentou atacá-lo com feitiços vermelhos, que acertaram o chão quando Maxim recuou e se escondeu atrás da porta.
-Venha aqui garoto! -exclamou Durval, parecendo um maníaco a disparar feitiços vermelhos na direção da porta. -Venha para que eu possa te dar uma segunda lição!
-Durval, o garoto não fez de propósito -disse Yen. -Se estava preocupado com sua imagem, acho que isso é muito mais prejudicial.
-Eu não me preoupo mais!!! -disse ele. -Agora esse garoto vai pagar!
-Me desculpa Dumbo! -disse Maxim.
-DUMBO?!?!?!?!?! Agora você conseguiu me irritar mais ainda!
Os feitiços que atingiam o chão ficaram ainda mais rápidos.
-Me desculpa! Eu preciso entrar! Eu preciso perguntar para Yen sobre o “desmorrian”!
Os feitiços pararam de uma só vez. Tudo ficou em silêncio. Maxim pensou que Durval tinha se cansado ou desistido, e resolveu olhar para conferir. Quando olhou dentro da sala, viu que tanto o professor quanto o diretor estavam surpresos com aquela palavra.
-Maxim, entre! -disse Yen, sua voz soado muito mais séria do que a poucos instantes. Maxim obedeceu e se aproximou do diretor, olhando fixamente para Durval como se esperasse algum ataque surpresa, mas não ocorreu nenhum.
-Yen, eu só...
-É melhor nos contar atentamente como, quando e onde ouviu sobre o “desmorrian”.

18/07/07

Memórias de Volceno-Capítulo 4

Hoje tem dois capitulos. Tenho que aproveitar enquanto ainda estou de férias, porque depois não sei se vai dar pra postar muito. Mas ta aí. A história prossegue, capítulo 4 com um pouco de ação.

Chapter 4

Warlock, o grupo dos magos negros

Act One
-Como assim? -perguntou o diretor Yen.
-Você me escutou, essa é minha casa!!! -bradou Maxim desesperado, seu coração começando a acelerar. -Por favor Madrego, me diga o que aconteceu?!?!
-Eu já disse -falou o centauro, ainda ofegante. -Houve um ataque mágico àquela residência. Ela foi destruída e um homem não-mago foi morto. A guarda dos não-magos está lá investigando, mas ele nunca encontrarão nada, pois a morte foi feita magicamente.
-Quem está morto? -perguntou Maxim, lágrimas escorrendo vagarosamente pelo seu rosto até seus lábios, o que fazia ele sentir o gosto salgado de seu prórpio sofrimento.
-Um velho morador da residência -respondeu o centauro desanimado.
-É O MEU PAI! -berrou Maxim. -MEU PAI ESTÁ MORTO!
-Acalme-se Maxim -disse Yen, se aproximando para dar um abraço em Maxim. -Você tem que manter a calma, principalmente nesses momentos...
-MEU PAI ESTÁ MORTO E VOCÊ PEDE PARA EU AMTER A CALMA?!?! -berrou Maxim ainda mais alto.
-Nós vamos até lá -disse o diretor Yen.
-Mas diretor, você não pode deixar a escola -disse o centauro.
-Eu vou deixar alguém avisado sobre isso -disse Yen. Maxim havia caído de joelhos no chão, desabando em um pranto doloroso e ensurdecedor. Yen se aproximou dele e hesitou. Tinha que levá-lo, mas tinha medo de tocá-lo. Após alguns instantes de pensamentos, Yen apoiou Maxim em seu ombro e, mostrando um vigor incrível para sua aparência velha, levantou o garotoe o ajudou a caminhar.
-Senhor, você... -começou o centauro, mas Yen interrompeu.
-Eu vou ficar bem -disse o diretor. -Não se esqueça que eu já fui um dos maiores magos do mundo. -Ele se virou e deu um leve sorriso para o centauro.
-É isso que me preocupa... -murmurou Madrego para si mesmo.
Apoiado em Yen, Maxim deixou a sala. Quistis estava encostada em uma das paredes do corredor do sexto andar. Ainda derrubava algumas poucas lágrimas, mas as secou instantaneamente quando viu Yen deixar a sala carregando Maxim.
-O que aconteceu? -perguntou ela ao se aproximar dos dois, limpando as últimas lágrimas que permaneciam relutantes em seus olhos. -Eu vi Madrego entrar correndo em sua sala gritando algo sobre urgente...
-Uma casa de não-magos foi atacada por alguma magia poderosa -disse Yen sem parar de caminhar, e Quistis começou a acompanhá-lo. -Maxim suspeita que seja sua residência e que a vítima seja seu pai
-Eu não suspeito... -balbuciou Maxim. -Esse endereço é o meu... Meu pai... Aquele cara voltou para terminar o serviço... Maldito... Meu pai...
-Eu vou acompanhá-lo até lá -disse o diretor Yen. -Se for possível, avise para que alguém me substitua por algum tempo.
-Eu vou avisar, mas vou seguir vocês em algum tempo -disse Quistis. -Podem se teletransportar para o beco na esquina daquela rua. Raramente é utilizado, por isso não deve haver ninguém lá nesse momento.
-Certo -disse o diretor.
Maxim ainda não acreditava na notícia. Seu pai era seu único parente. Não podia estar morto.
-Prepare-se para o teletransporte -avisou Yen, mas Maxim não ouviu sua voz. Ambos foram engolidos por chamas azuladas durante um estalo, e pouco tempo depois não estava mais na academia mágica de Lansgreed.
Act Two
Yen e Maxim surgiram no beco escuro na esquna da casa do garoto. O diretor ainda demonstrava seu vigor absurdo para sua idade, carregando Maxim até a saída do beco. Quistis estava certa sobre o local, pois ninguém estava utilizando, sequer olhando para ele, todas as pessoas que estavam na rua, e não eram poucas, estavam assustadas com uma casa incendiada. Uma multidão estava em volta da casa, observando enquanto os bombeiros tentavam controlar o incêndio, mas parecia impossível. Maxim levantou a cabeça que estava apoiada no ombro de Yen e observou a cena: viu vários policiais e suas viaturas parados em frente à casa incendiada, que soltava uma grande quantidade de fumaça negra para o ar; viu uma ambulância parada um pouco mais à frente, onde homens estava ajoelhados em volta de uma maca; viu ao lado da maca Roovs, o seu cachorro de estimação, latindo descontroladamente, pois isso era o máximo que ele podia fazer; viu na maca, deitado como se estivesse em seus famosos sonos da tarde, Roger, seu pai, de olhos fechados, inconsciente, morto.
No mesmo instante, largou Yen e correu. Gritava por seu pai enquanto corria com todas as suas forças. Se dirigiu à mutidão de policiais, que tentou contê-lo.
-ELE É MEU PAI! -berrou ele, tentando empurrar alguns guardas para trás, e por incrível que pareça, conseguiu. Abriu caminho entre os primeiros policiais e os segundos deixaram que passasse. Os médicos que estava ao redor da maca abriram caminho para que ele se aproximasse. Maxim se jogou no chão ajoelhado, abraçando o corpo já sem vida de Roger Timberwolf, derrubando suas lágrimas desesperadas em seu ombro.
-Pai... -suplicou ele, como se isso fosse sua última esperança, mas Roger não respondeu. -Por favor pai... você não pode morrer... você não pode estar morto... você não pode...
-Ele morreu de causa desconhecida -disse um dos homens da ambulância.
-Investigamos o local, pois suspeitamos que fosse asslto ou homicídio, mas não há nenhuma marca em seu corpo que prove isso -disse um dos policiais. -Parece que o incêndio na casa foi causado simultaneamente com a morte, mas não sabemos a causa, para isso temos que investigar a residência em seu interior, e isso só será possível quando as chamas estiverem controladas.
-As chamas podem ter sido causadas por atos de vandalismo, e esse mesmo ato pode ter sido responsável pela morte de seu pai, mas nada está provado até agora -disse um terceiro homem. -Há suspeitas de suicídio, uso de remédios em dose extrema e queima de residência em seguida.
-Ele não se suicidou... -murmurou Maxim. Suas lágrimas caíam pesadas sobre o corpo já sem vida de seu pai, enquanto Roovs uivava alto ao seu lado, choramingando uma espécie de canção de despedida. -Ele foi assassinado...
-Você sabe de alguma coisa que possa provar isso garoto? -perguntou um policial. -Ele tinha algum inimigo ou coisa parecida?
-Ele estava doente e de cama, como poderia ter inimigos? -bradou Maxim, nervoso com as hipóteses levantadas por aquelas pessoas.
-Doente? -perguntou um dos médicos. -Então a morte pode ter sido natural e...
-Ele foi assassinado! Você não me escutou?! -bradou o garoto ainda mais alto.
-Maxim, você está bem? -perguntou o diretor Yen se aproximando com passos rápidos.
-Olha garoto, eu sei que é difícil aceitar, mas há chances de que a morte tenha sido na...
-ELE FOI ASSASSINADO!!! -berrou com toda a força que tinha, fazendo os médicos, policiais, bombeiros e curiosos que estava próximos a ele recuarem.
-Mantenha a calma Maxim -disse Yen. -Você não deve se descontrolar, isso pode não ser bom...
-Com certeza isso não seria bom -disse uma voz em tom irônico, mas não era nenhum dos policiais, nenhum dos médicos, nenhum dos bombeiros, nenhum dos curiosos. -Mas, se isso ajudar, eu acredito em você, Maxim. Seu pai foi assassinado. Eu o matei.
Act Three
Maxim largou o corpo de seu pai no chão e se virou. Yen também se virou para o local de onde a misteriosa voz vinha. Não havia ninguém além das pessoas que estavam resolvendo o caso, mas uma coisa chamou a atenção dos dois. Yen e Maxim, enquanto procuravam pela msiteriosa voz, perceberam que todas as pessoas do local, exceto eles, estavam paralisadas, como se o tempo tivesse parado naquele instante. Ninguém se mexia, ninguém falava, ninguém sequer respirava. Apenas Yen e Maxim estavam respirando, e o barulho de seus corações parecia extremamente alto desse modo.
-Quem está aí? -perguntou o diretor Yen olhando para todos os lados em busca da misteriosa voz.
-Podemos fazer um jogo -disse a voz. -Onde estou? Fica mais fácil quando ninguém mais se move, não acham?
-Quem é você? -perguntou Maxim se levantando. Se essa pessoa tinha matado seu pai, iria pagar por isso. Pagar caro. Limpou as lágrimas dos olhos com a manga de sua camiseta e voltou a procurar, mas ninguém além dele e de Yen parecia se mover. Nem mesmo Roovs respirava, o que era agoniante de se ver.
-Por que não brincamos antes das apresentações? -disse a voz. -Se me encontrarem, me apresento. Se não...
Yen fez um rápido movimento com a mão e um lampejo de luz cinzento avançou veloz pelo ar, passando pelo meio das pessoas e atingindo uma massa de ar invisível. Um segundo depois, onde não existia nada além de ar, surgiu um estranho homem. Era pequeno e sua pele era verde e escamosa, como a de um lagarto. Seus olhos eram amarelos e finos como os de um falcão a procurar sua presa. Ele não possuía cabelo, apenas um pequeno chumaço de musgo laranja no centro da cabeça, que o fazia parecer um espanador. Trajava uma estranha roupa que parecia ter sido feita sob medida em seu corpo, pois era extremamente grudada nele, feita de um tipo de couro desconhecido por Maxim. Nas costas do homem havia uma longa cauda de lagarto, que se remexia freneticamente.
-Talentoso... -disse o homem-lagarto com ironia. -Me encontrar tão facilmente... você deve ter sido um mago talentoso algum dia.
-Quem é você? -perguntou Yen.
-Eu sou Surges, o camaleão, quinto membro dos Warlocks -respondeu o estranho homem.
Os olhos de Yen arregalaram-se de surpresa ao ouvir o nome do grupo ao que Surges pertencia.
-Você diz Warlocks -disse o diretor. -Então eles começaram a agir.
-Parece que sim.
-Foi você... -começou Maxim, que olhava para o chão de um modo que seu cabelo tampava seus olhos. -Foi você... quem matou meu pai?
-E seu eu disser que foi -zombou o camaleão -o que você vai fa...
Uma chama veloz e fervente cortou o ar com um lampejo vermelho. O fogo atingiu em cheio o camaleão, que foi arremessado para trás com uma força intensa. Quando Surges se levantou, viu que sua cauda estava pegando fogo, e se debateu para que apagasse.
-Garoto, ninguém coloca fogo na cauda de Surges e permanece vivo para contar a his...
Surge parou de falar de súbito. Quando olhou para Maxim, não conseguiu enxergar o garoto. Yen estava caído a alguns metros de distância, junto a diversas pessoas que ainda estavam paralisadas. As viaturas de polícia que estavam próximas a Maxim tinham sido tombadas e arremessadas para longe. Maxim estava imóvel, ainda a olhar o chão. Levantou vagarosamente sua cabeça e fitou Surges, que tremeu. Os olhos do garoto estava flamejantes, demonstrando uma fúria incontrolável. Em volta do corpo de Maxim haviam quatro serpentes, uma vermelha, uma azul, uma branca e uma marrom, todas flutuando em alta velocidade e fazendo voltas em torno do garoto, que agora parecia extremamente ameaçador.
-Quer saber o que eu vou fazer? -perguntou Maxim, com um tom de voz estranho, irreconhecível. -Eu vou destruir você!
Surges tremeu no lugar, recuando passos pequenos e temerosos.
-Você não tem poder para isso... -balbuciou o camaleão, mas ele sabia que estava mentindo. -Você não pode me derrotar!
-É o que vamos ver...
Act Four
-O que está acontecendo? -perguntou Yen. O velho se levantou vagarosamente e se esforçou para ficar de pé, apoiando-se em uma casa do outro lado da rua. -Quando ele aprendeu a controlar os quatro elementos? -Você matou meu pai! -disse Maxim. -VAI PAGAR POR ISSO!!!
O garoto fez um pequeno movimento com a mão e a serpente de fogo avançou com fúria sobre o camaleão, que tentou se esquivar mas foi atingido na perna esquerda. Ainda no alto, Surges foi atingido pela serpente azul, que inundou sua boca com uma enorme quantidade de água. Quando voltou ao chão, o camaleão não conseguia se manter de pé devido à intensidade da queimadura de sua perna. Ele parou um segundo para amenizar a dor usando as mãos, mas nesse segundo uma serpente marrom saiu de dentro da terra e atingiu a face da criatura, que foi arremessada para trás. Uma quarta serpente avançou pelo ar e rodopiou Surges, fazendo-o levitar dentro de um pequeno ciclone.
No segundo seguinte, Surges estava caído no chão. Tudo estava um completo silêncio. Parecia que, o que quer que fosse aquele poder, tinha ido embora. O camaleão fez um esforço tremendo para se levantar, segurando a perna esquerda, onde havia uma imensa queimadura que deixava fumaça subir ao céu. Ele tremeu um pouco para se manter de pé, usou a cauda para se apoiar e cuspiu um pouco de água fora. Só então abriu os olhos, e caiu ao ver Maxim em pé em frente a ele, com os dois braços flamejantes. O garoto se aproximou e segurou a roupa de couro do camaleão, levantando-o do chão.
Surges fitou Maxim, cujo os olhos brilhavam nas quatro cores das quatro serpentes que a pouco o rodeavam. O camaleão tremeu de medo quando o garoto apertou sua roupa com a mão esquerda e a pele da criatura começou a se incendiar.
-Não fui eu quem matou seu pai! -berrou ele. -Eu juro, não fui eu!
-É mesmo? -zombou Maxim, que agora estava completamente incandescente. -Então quem foi?
-Foi... -Surges fez um esforço, mas o nome não o deixou.
-Não vai me contar? -Maxim ameaçou Surges com o punho dirteito, preparando-o para desferir um último soco, que acabaria com aquela batalha de uma vez por todas.
-Foi... Eu não posso... Não consgio...
-Não vai me contar?
-Eu juro que não posso, por favor não faça isso, eu te imploro...
Mas era tarde demais. O punho de Maxim despencou sobre o camaleão que foi arremessado a muitos metros de distância, rodopiando ao quicar no chão. Quanto mais se afastava, mais a pele da criatura caía, devido à temperatura do golpe. Yen, que estava a alguns metros de distância, sentiu a temperatura e a pressão do punho de Maxim, tendo que se proteger com um feitiço para não ter a pele queimada. Algumas pessoas que estava próximas de Maxim tiveram algumas queimaduras leves pelo corpo, e os veículos foram destruídos em algumas partes.
Vagarosamente, todo o fog que circundava Maxim desapareceu. O garoto voltou ao normal e caiu de joelhos no chão, ofegante. Yen correu até Roovs e o agarrou. Depois correu até Maxim com a maior velocidade que conseguiu e os dois se teletransportaram para Lansgreed.
Act Five
-Nunca vi algum mago usar golpes físicos -disse Yen, quando os dois já estavam em sua sala.
-Eu não sou um mago -disse Maxim ofegante. -Luto da maneira que quiser.
-Seu poder se descontrolou hoje. Agora você sabe que é perigoso ser um elemental dominador e não treinar os poderes.
-Por que me trouxe embora tão rápido? Eu queria ver meu pai mais uma vez. -Lágrimas escorreram dos olhos de Maxim, caindo sobre sua roupa.
-Você queimou metade daquele lugar com seu poder, o que aquelas pessoas pensariam quando vissem você no centro de um local dizimado pelo fogo, que nem existia?
-Elas estavam paralisadas!
-O feitiço de paralisia acabou quando Surges, seu usuário, foi morto.
-Morto? Eu matei aquele homem?
-Se você insiste em chamá-lo de homem, sim, você o matou. Mas não é algo que deveria te deixar alegre.
-Por que? Ele sabia quem matou meu pai e não me contou! Ele podia ter colobarado!
-Mesmo sem ele colaborar, você não deveria ter dado o último golpe.
-Eu não sabia que seria forte o suficiente para matá-lo. Queria apenas deixá-lo inconsciente, ou talvez apenas causar um pouco de dor. Nunca desejei matar alguém... mas agoro eu desejo. Quero matar a pessoa que fez isso com meu pai. Quero matar a pessoa que me deixou sozinho.
-Sobre estar sozinho, aqui está a solução -disse Yen, apontando para Roovs, que estava quieto em um canto da sala.
-Roovs, como está? -perguntou Maxim, procurando, apenas por alguns instantes, por alegria. O cachorro correu até Maxim e saltou em seu colo, latindo carinhosamente para o garoto, que acariciava os pelos macios do cachorro.
-Agora, sobre o assassino de seu pai...
-O que tem? -perguntou Maxim, deixando o cachorro de lado no mesmo instante.
-Eu acho que não foi um assassinato comum.
-Como assim?
-Parece haver um plano por trás dele. Há uma importante organização bruxa envolvida com isso, e acho que ela tem planos maléficos para o futuro.
-Organização bruxa?
-Warlocks, também conhecidos como o grupo dos magos negros. É uma organização de magos que percorrem os mais sombrios caminhos da magia negra, realizando rituais proibidos que envolvem mortes e sacríficios, matando pessoas e animais sem motivo, apenas porque desejam tudo do mundo para eles.
-Você acha que os membros da Warlock estão envolvidos nesse assassinato? Mas que plano poderia haver com a morte de seu pai?
-Como eu já disse, os Warlocks percorrem os mais sombrios caminhos da magia negra. Surges era um dos dez membros dessa organização, o que é uma prova de que ela está por trás disso. Mas geralmente ela age debaixo dos panos, sempre furtiva, e seus crimes são muito difíceis de descobrir e desvendar. Mas agora eles não ligaram de chamar atenção de não-magos. Explodíram sua casa apenas por diversão, pois fizeram isso depois de matar seu pai.
Maxim engoliu em seco.
-Aquele Surges disse que não foi ele quem matou meu pai -disse Maxim. -Provavelmente, havia outro membro naquele local, escondido.
-Ou ele já tinha ido embora -sugeriu o diretor. -Surges deve ter sido enviado àquele local para vasculhar por alguma coisa, ou por alguém. Talvez você.
-Eu? O que essa organização iria querer comigo?
-Tudo é suspeito, Maxim. Tudo pode ter sido um plano, iniciado a muito tempo atrás, ou tudo pode ter sido mera coincidência. Algum dia vamos saber. Até lá, espero que aproveite sua estadia no hotel Lansgreed.
Act Six
-Obrigado por me acompanhar até aqui -disse Maxim, arrumando suas coisas novas em um armário do seu novo quarto na academia mágica Lansgreed. Ao seu lado estava Quistis, ajudando-o a arrumar suas coisas.
-Que bom que você decidiu ficar aqui -disse ela. -Assim você pode estudar magia conosco.
-Na verdade, eu não decidi ficar aqui. Eu não tenho opção. E eu não vou estudar magia, você já deveria saber. Eu vou treinar meus poderes de elemental dominador.
-Yen me contou o que aconteceu na sua casa. Meus pêsames.
-Já passou. -Maxim se sentou em sua cama e acariciou Roovs. -Mas não foi uma boa experiência. Eu machuquei pessoas inocentes naquel dia. Quase feri o próprio diretor Yen. Não quero que meus poderes se descontrolem mais uma vez. As consequências podem ser ainda piores. Por isso vou treinar o máximo que puder para controlar esses poderes perfeitamente, e então ir atrás da Warlock.
-Warlock? Você vai atrás da Warlock?
-Eles estão por trás disso, de acordo com Yen.
-Você acredita no que Yen diz? Ele está louco! A Warlock não pode estar por trás disso!
-Yen provou ser muito mais sóbrio do que eu esperava. Ele é um mago muito talentoso, apesar de eu acreditar que ele já foi muito melhor do que está hoje. Acredito nas palavras dele.
-Mas você não pode ir atrás da Warlock sozinho!
-Você parece conhecer bastante a Warlock. Poderia me contar algumas coisas.
-Eu... não sei nada sobre eles -disfarçou Quistis. -Só sei que é uma organização perigosa composta por dez bruxos muito malvados, que têm planos muito sombrios. Mas a maioria desses planos são apenas rituais que envolvem sacrifícios de algumas pessoas ou animais, não vejo o que eles iriam querer com seu pai.
-Nem eu. Mas se não houver plano algum, vou vingar a morte de meu pai e descobrir por que a minha memória está desse modo. Quero saber o que aconteceu na minha vida. Quero ser capaz de ver tudo o que aconteceu!
-É uma boa meta. Se me permite dizer, é uma meta quase impossível. E, se desejar um conselho de amigo, não vá sozinho atrás da Warlock.
-Se for possível, eu não irei sozinho. Tudo depende das opções.
Maxim sorriu para Quistis, que desviou o olhar. Só agora Maxim notou o quanto aquela mulher era bonita. Devia ter uns 20 anos, mas já parecia uma dulta muito responsável. Ele a contemplou por alguns instantes, admirando seu estranho cabelo rosa, seus belos olhos azuis, seu rosto jovem e macio.
-Bom, já que seu quarto está arrumado, vou embora -disse ela.
-Já vai? Ainda é cedo!
-Não te dei essa intimidade garoto! É melhor não tentar nenhuma gracinha ou eu irei...
-Quem iria querer alguma coisa com você? Seu cabelo é rosa! Você é mais doida do que Yen!
-O que disse?! Meu cabelo rosa é muito bonito, viu?! E eu não sou nem um pouco doida!
-Sei...
-É melhor não zombar da minha cara, senhor dominador, ou sofrerá as consequências.
Quistis deixou o quarto emburrada e bateu a porta. Maxim ficou sentado em sua cama, acariciando Roovs, que olhava para ele com uma expressão que dizia claramente “é melhor não mexer com ela mesmo, se você dá valor à sua vida...”
Maxim riu sozinho no quarto.
“É... melhor eu não brincar com ela mesmo...”, pensou ele.
“A única coisa que eu quero brincar agora é com a Warlock. Uma brincadeira muito agradável...”

Memórias de Volceno-Capítulo 3

Chapter 3

Timberwolf, o elemental dominador

Act One
-Como assim ele não é um mago? -perguntou Quistis, estranhando o comentário do diretor, que ainda estava de costas para os dois.
-Você me ouviu -disse o homem. -Ele não é um mago.
-Mas nossas máquinas de busca mágica apontaram para ele!
-Cinco anos atrasadas -disse o diretor.
-Mas...
-Sim, as máquinas de busca apontaram para Maxim, mas tem um motivo para elas terem apontado atrasadas.
-Tem -disse Quistis, que parecia um pouco nervosa. -Um pequeno defeito que pode ser facilmente ignorado.
-Está contestando minha autoridade? -perguntou o homem em um tom ainda mais nervoso, enquanto se levantava e se virava para Quisits. Maxim então pôde ver seu rosto, que demonstrava a loucura. Ele tinha olhos esbugalhados, grandes para seu rosto, e uma enorme barba cinzenta. Seu rosto estava tomado por rugas da idade e havia uma grande cicatriz em um dos seus olhos, que eram negros como a noite.
-Jamais faria isso senhor... -disse Quistis, abaixando e acalmando seu tom de voz. -Só estou dizendo que aquelas máquinas nunca mentem.
-E eu sei disso. Ajudei a projetar a maioria delas.
-Elas apontaram para ele, o que prova que Maxim Timberwolf é um mago. O atraso foi apenas um defeito momentâneo que já foi consertado.
-Alguma outra vez alguma máquina de busca de poder mágico deu defeito? -perguntou o diretor Yen em tom desafiador.
-Não senhor, mas tudo na vida tem uma primeira vez.
-Esse atraso aconteceu não por defeito da máquina, mas como um aviso. Ela foi programada para encontrar poder mágico de qualquer nível, não para procurar apenas por magos.
-O que quer dizer?
-Que Maxim Timberwolf tem poder mágico o suficiente para atrair a atenção da máquina de busca, mas ele não é um mago. Esse poder mágico só surge quando a pessoa atinge a maioridade, são raros os casos de crianças desenvolvendo esse tipo de poder, mas ele desenvolveu com 17, o que já é raro.
-Não estou entendendo onde quer chegar...
-A máquina se atrasou por que os poderes de Maxim se desenvolveram agora, o que é impossível para um mago, que já nasce destinado a ser mago. No caso dos magos, o poder vem da família, mas com Maxim foi diferente, e eu sei por que?
-Então me diga! -exclamou Maxim, entrando na conversa para que ninguém se esquecesse que ele estava lá. -Me diga por que meu poder é diferente?
-Por que você é um elemental! -disse Yen.
-Mas que tolice -disse Quistis. -Todos sabemos que elementais têma pele da cor do seu elemento, vermelho para fogo, azul para água, cinza para vento e marrom para terra. Maxim é uma pessoa comum!
-Por que ele é um elemental dominador.
Um silêncio duro e mortal tomou conta da sala.
Act Two
-Um elemental dominador? -perguntou Quistis. -Isso é raro. São casos únicos. Como pode afirmar com tanta certeza?
-A máquina de busca encontrou ele, o que prova que ele tem alguns poderes mágicos, mas o encontro deveria ter sido com 11 ou 12 anos no máximo. Se seus poderes viessem de família, ele deveria ser encontrado antes, muitos anos atrás, mas seus poderes vêm de uma fonte muito maior.
-Mas você sabe que ele é um Timberwolf, não sabe?
-Agora chega! -exclamou Maxim. -Vocês estão falando um monte de coisas e eu não estou entendendo porcaria nenhuma. Será que alguém pode me explicar?
-Ele tem o direito de saber -disse Yen. -Maxim, você é um elemental dominador.
-Que legal! Você já disse isso. O que eu gostaria de saber é o que é isso?
-Existem quatro tipos de elementais -começou Quistis. -Fogo, água, terra e vento, cada um controlando seu elemento específico da maneira que bem entender. Mas, além desses, existe um tipo de elemental muito mais raro, que nasce quando alguma coisa está errada. Esse elemental é chamado de elemental dominador. Ele controla qualquer tipo de elemento da maneira que bem entender, com um pouco mais de dificuldade, mas basta um pouco de treino para que ele possa usar qualquer elemento como desejar.
-E eu sou um desses elementais?
-Eu acho que...
-Sim, você é -interrompeu o diretor Yen. -Seu pai e sua mãe não são magos, mas você é um elemental dominador.
-Então eu também não sou mago?
-Não.
-Não vou precisar estudar magia nem frequentar uma academia mágica ou coisa parecida?
-Seria bom que você aprendesse a controlar seus poderes elementais para não sair tostando coisas ou afogando pessoas, mas você não precisa frequentar uma academia mágica, apenas precisa de um professor especializado.
-Essa é uma boa notícia! -exclamou Maxim. -Eu não estava com vontade alguma de frequentar uma escola por mais alguns anos.
-Maxim, não se anime, não sabemos se você é um elemental dominador ainda -disse Quistis.
-Se isso me tira da escola eu sou.
-Precisamos fazer alguns testes e...
-Você quer provas? -perguntou Yen em tom desafiador novamente. -Duvida de mi sobre isso e quer fazer um teste? Eu sou o grande Yen, diretor de Lansgreed e um dos magos mais poderosos de todos os tempos!
-Na verdade, você não está mais no rank...
-Não quero ouvir mais sobre isso -disse o diretor mudando de assunto. -Você está duvidando de mim?
-Jamais, eu nunca duvidaria de você diretor Yen, só acho que...
-Viu, você está duvidando de mim, te peguei no flagra, ninguém pode enganar o grande Yen com mentiras deste tipo. -Ele gargalhou alto e só agora Maxim percebeu que Quistis não mentiu sobre a loucura de Yen.
-Tudo bem, como eu faço esses testes? -perguntou Maxim.
-Nós precisamos marcar com uma pessoa especializada algum dia e... -começou Quistis, mas foi interrompida novamente.
-Testes não são necessários, mas se vocês desejam assim, eu mesmo posso fazer um teste -disse o diretor.
-Por mim tanto faz -disse Maxim, começando a se arrepender de ter chamado Quistis. -Marque para algum dia que eu volto para fazer esse tal teste.
-Não! Eu mesmo vou fazer esse teste!
-Você já tinha dito isso... -sussurrou Quistis para si mesma.
-Eu sei que você vai fazer o teste, mas eu quero saber quando? -perguntou Maxim.
-Vou fazer esse teste e provar para todos que eu falo a verdade!!!
-TÁ BOM, MAS SERÁ QUE VOCÊ PODE ME RESPONDER QUANDO VAI FAZER ESSA DROGA DE TESTE?!?!?!?! -berrou Maxim com todas as forças, fazendo Yen quase cair de susto.
-Você é surdo garoto? Eu já disse que vou fazer aqui e agora.
-Não sou eu que sou surdo, é você que é idiota, mas tudo bem. Vamos fazer esse teste. Como é que vai ser?
-Diretor, isso é perigoso, você não é especializado... -começou Quistis.
-Eu sou um dos maiores magos desse mundo.
-Não, você não é mais!
-Eu sou sim e ponto final, lá lá lá. Agora vamos ao teste.
Act Three
-Pode dizer o que quer que eu faça? -disse Maxim, ficando emburrado com a discussão.
-Primeiro eu vou probar que você não é um mago -disse Yen. -Com um feitiço muito fácil. Deix me ver... Que tal um “Lirabratus”?
-Não tem nenhuma passagem secreta aqui para ele revelar -disse Quistis.
-É verdade. Então... que tal “Executus”?
-Esse é um feitiço proibido que mata o alvo, não queremos ninguém morto!
-Ah, então decida você.
-Maxim, tente realizar um feitiço “Leviatus” -disse Quistis se virando para Maxim.
-E como eu faço isso? -perguntou o garoto.
-Apenas se concentre e pronuncie o feitiço.
Maxim se concentrou ao máximo que conseguiu.
-“Leviatus”! -pronunciou ele, mas nada aconteceu.
-Viu? -perguntou Yen. -Ele não conseguiu realizar o feitiço. Isso prova que ele não é mago.
-Na verdade, isso prova que ele está despreparado... sussurrou Quistis. -Mas tudo bem. Agora falta você me provar que ele é um elemental dominador.
-Fácil -disse Yen. -Garoto, preste atenção. Dessa vez você vai ter que se concentrar muito. Imagine essa sala com todos os detalhes que você está vendo. -Enquanto ele falava, Maxim tentava realizar o pensamento. -Grave cada detalhe desse local em sua mente. Consegue?
-Acho que sim -disse Maxim, se esforçando para imaginar a sala do mesmo jeito que ela era.
-Ótimo. Agora imagine uma pequena quantidade de água nessa sala. Imagine a água pelo chão, escorrendo como se fosse um rio. Consegue?
-Estou conseguindo -disse Maxim, que agora estava de olhos fechados para imaginar melhor a cena.
-Excelente. Agora realize essa cena.
-Como?
-Apenas “aperte” seu pensamento até ele sair de sua mente e se tornar realidade. Tente.
Maxim tentou “apertar seu pensamento, começando a fazer uma força descomunal. Seu corpo tremia enquanto ele forçava, mas nada acontecia.
-Não estou conseguindo -disse ele.
-Apenas se concentre mais -disse Yen.
-Não adianta, ele não é um elemental dominador, ele nunca... -começou Quistis, ams ela aprou quando olhou para Maxim. Em volta dele haviam duas serpentes de fogo, que o circundavam como protetoras. Elas se mexeram em sua volta por algum tempo, e depois avançaram pela sala, incendeando o local.
-Viu?! -berrava o diretor Yen. -Eu não disse?! -Uma das cobras passou por sua cabeça e incendeou uma parte do seu cabelo, mas ele nemparecia ligar. -Eu não disse que ele era um elemental dominador?! Hein?!
-Será que você poderia me ajudar a controlar esse incêndio? -perguntou Quistis, que ainda estava espantada com Maxim, mas tentava apagar o fogo da sala.
Yen ajudou ela a apagar o fogo, mas as cobras não paravam de incendiar o local. Maxim parecia estar sofrendo, pois gritava como se as cobras estivesse queimando seu próprio corpo. Ele começou a tremer e caiu de joelhos no chão. Nesse momento, as cobras desapareceram. Quistis e Yen controlaram o fogo até que não existisse mais nada além de cinzas dos papéis.
-Desgaçado, você queimou meus papéis! -exclamou Yen. -Quem te mandou fazer isso?
-Fique quieto um pouco -disse Quistis se ajoelhando próxima a Maxim. -Você está bem?
Ela fez a única coisa que ninguém podia fazer. Tocou o ombro de Maxim.
Act Four
Houve um grande clarão branco e Maxim já não estava mais na sala do diretor Yen, sequer estava na escola de magia Lansgreed. Estava em uma sala grande, completamente decorada com tapetes vermelhos e candelabros de ouro. Nas paredes, desenhos dos mais variados tipos e tamanhos: havia desde dragões em confronto com magos a salamandras tentando capturar moscas gigantes com a língua, todos feitos com linhas de prata sobre uma cortina de um estranho tecido negro. No centro da sala havia uma grande mesa de madeira, sobre a qual estava um imenso banquete com refeições que Maxim jamais sonharia em comer. Apesar de existirem 8 cadeiras naquela mesa, apenas duas pessoas estavam sentadas: uma pequena garota de cabelos claros, que trajava um vestido macio de um tom incomun de rosa, e um homem alto de aparência formal, trajando um terno negro belo e novo, pois ainda exalava aquele cheiro de recém-fabricado.
A garota devorava pedaços de frango com as mãos, sem se importar com qualquer etiqueta que ela algum dia aprendeu, enquanto o homem comia tranquilamente com talheres metálicos brilhantes. Por um instante, o homem parou de comer para apreciar a pequena garota, que parecia uma bárbara diante da enorme refeição.
-Não deveria comer desse jeito -disse ele afinal, enquanto a garota bebia um grande gole de um suco alaranjado que Maxim não conseguiu reconhecer.
-Por que? -perguntou a garota de um modo quase imcompreensível, pois ela tinha uma enorme quantidade de comida na boca.
-Nem falar de boca cheia. Por questão de etiqueta, você deveria aprender a comer formalmente.
-Primeiro eu preciso aprender o que significa formalmente -disse a garota devorando outro pedaço de frango.
-Você é muito engraçada, minha filha -disse o homem com um leve sorriso no rosto, ato que foi retribuído pela pequena garota, que logo voltou a comer. -Mas você não vai escapar das aulas de etiqueta com o senhor Juvisk.
-Ah! Por que eu tenho que ter aulas chatas com aquele velho maluco? Eu não quero aprender eiquiteta!
-Se prinuncia etiqueta, e uma dama como você não deveria comer assim, por isso você vai ter aulas com aquele velho maluco sim. Você sabe que eu só faço isso para seu próprio bem, não sabe? Eu ligo para as coisas mais pequenas em sua vida, pois em algum momento elas podem se tornar grandes.
-Você só quer me obrigar a fazer coisas chatas enquanto eu podia me divertir com meus amigos -disse a garota, quase cuspindo o pedaço de pão que estava em sua boca. -Mamãe não me obriga a fazer essas aulas. Por que você quer tanto isso?
-Já que o assunto chegou em sua mãe, vou te contar algo -começou o homem, parecendo um pouco abatido. -Não sei se você vai entender muito bem, pois ainda é muito nova, mas eu tenho que te contar. Você sabe que eu e a mamãe temos brigado várias vezes ultimamente, não sabe?
-Sei sim -disse a pequena Quistis engolindo uma grande porção de gelatina vermelha. -Vocês brigam várias vezes por dia, somente um surdo não escutaria. Brigam por qualquer coisa, pelos motivos mais insignificantes, mesmo que isso possa ser resolvido com algumas palavras. -A garota pegou um pequeno recipiente de vidro e colocou um pouco de pudim dentro. -Mas o que tem isso?
-Bom, como você mesmo já notou, nossas brigas são muitas, e isso não é legal. Então nós resolvemos acabar de uma vez por todas com isso.
-Vocês vão parar de brigar? -perguntou a jovem Quistis, com a boca suja de pudim, parecendo feliz e emocionada com a notícia. -Juram que vão parar de brigar?
-Bem, filha, no mundo adulto, temos um outro modo de solucionar esse problema.
-E qual é?
-Eu e sua mãe... resolvemos nos separar...
O vidro que estava na mão de Quistis despencou, atingindo o chão e se quebrando em milhões de pedaços, jogando pudim por todo o tapete vermelho que cobria o chão da sala. A garota parecia chocada, seus olhos estavam bem abertos e fitavam o homem, que tinha uma expressão triste e abalada. Lágrimas escorreram vagarosamente pelo rosto da pequena garota, tirando a maquiagem feita por uma das inúmeras servas daquela família.
-Filha... eu não sei se você entende isso mais...
-Eu entendo sim... -murmurou a pequena Quistis. Ela tentou engolir as lágrimas, mas elas fugiram de seu controle e despencaram de seu rosto. -Na verdade, eu entendo muito bem... Só tem uma coisa que eu não entendo...
-O que é minha filha?
-Por que... por que?
-Eu já...
-POR QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO ISSO COIMIGO?! -berrou com todas as forças a garota. Ela desceu da cadeira e pisou no pudim, quase escorregando. Enxugou as lágrimas dos olhos e saiu correndo em direção à porta, quase atropelando Maxim.
Act Five
Um segundo mais tarde, Maxim se viu novamente na sala do diretor de Lansgreed. Yen o admirava como se compreendesse tudo o que havia acontecido, mas Quistis o fitava com uma expressão confusa.
-O que houve? -perguntou ela.
-Eu não sei se você sabe, mas eu não tenho memórias de minha própria vida -respondeu Maxim. -Só me lembro do meu aniersário de 15 anos e de alguns poucos acontecimentos desse último ano.
-Sim, nós sabemos disso.
-Essa falta de memória me rendeu um dom.
-Um dom? Como assim?
-Quando as pessoas tocam em mim elas me transmitem uma espécie de energia. Eu não sei como explicar, mas muitas vezes essa energia acaba se transformando em memórias, mas não minhas. Essa energia se transforma em memórias da pessoa que me tocou.
-Então você viu uma das minhas memórias agora?
-Sim.
-O que você viu?
-Eu vi o dia em que seu pai te contou sobre a separação. O jantar que ele preparou para poder te contar que o casamento com sua mãe não estava dando certo.
Os olhos de Quistis brilharam, como se as palavras de Maxim a obrigasse a rever a cena do fim do casamento de seus pais. Ela encarou o garoto com atenção, como se estivesse prestes a chorar, mas nenhuma lágrima caiu de seus olhos.
-Sabe Maxim... -começou ela. -Naquele dia, mais tarde, eu fiz uma promessa. -Ela tentou engolir as emoções, mas parecia em vão. -Eu prometi a mim mesma que não choraria mais. Eu fiz essa promessa porque pensava que nunca mais veria uma cena tão triste quanto aquela. -Por maior que fosse a tentação, Quistis não derrubava nenhuma lágrima. -Mas eu vi duas cenas mais tristes que aquela, duas únicas cenas que me fizeram chorar, e estas foram as respectivas mortes de meu pai e minha mãe. Essas foram as três únicas vezes que eu chorei em toda minha vida. Depois desse acontecimento, limpei minha mente de todas as emoções e memórias daquele tempo. Prometi nunca mais chorar, e foi isso o que eu fiz até hoje. Mas você me fez lembrar daquele dia. Você me fez lembrar daquele maldito dia em que o casamento dos meus pais acabou, o que me trouxe lembranças daquele tempo. -Quistis abaixou a cabeça e admirou o chão. Fechou os olhos, como se tentasse com todas as forças reprimir a emoção.
-Eu... eu sinto muito -gaguejou Maxim, pensando em acariciar Quisits para tirar seu sofrimento, mas isso poderia trazer mais memórias, o que ele não desejava. -Eu não queria...
-Não precisa se desculpar -interrompeu ela. -Desde aqueles dias, eu não tinha mais nenhuma lembrança de meus pais, justamente para que isso não acontecesse. Por causa disso, havia esquecido das faces deles. Havia esquecido de todo o carinho que eles me deram durante toda suas vidas. Havia me esquecido de todas as coisas boas que eles fizeram para mim.
Maxim estava surpreso com aquilo. Se havia uma coisa que ele com certeza não sabia lidar era com sentimentos, nem mesmo os seus. Aquela cena fazia seu coração doer, mas ele não sabia porque.
Quisits levantou a face e fitou Maxim. De seus olhos, lágrimas saíram vagarosamente, escorrendo por sua pele macia até alcançar sua boca.
-Obrigado, Maxim -disse a maga. -Mesmo sem querer, você me ajudou, de uma maneira inusitada, mas ajudou. Muito obrigado.
Após dizer isso, Quistis deixou a sala correndo.
Act Six
-O que aconteceu agora? -perguntou Maxim.
-Ah, não se preocupe, ela é assim mesmo -disse Yen. -Depois da separação e da morte de seus pais, Quistis se tornou uma maga fria, famosa por não falhar em suas missões, que realizava de modo rápido e prático. Eu sempre soube que havia um pouco de sentimentalismo guardado em seu coração, mas não sabia como fazer para ativar esse poder.
“Ativar esse poder?”, pensou Maxim. “O que esse velho maluco está falando?”
-Durante anos e anos eu planejei um modo de trazer esse sentimentalismo para a vida real, mas falhei em todas as minhas tentativas, sempre sendo surpreendido por um lado mais frio e cruel daquela mulher -continuou o diretor. -E agora... E agora surge um garoto imprestável e consegue fazê-la chorar sem nem mesmo desejar isso!!!
-Eu não sou imprestável! -bradou Maxim.
-Desculpe, eu tenho dificuldades com o vocabulário. Eu quis dizer inútil.
“Essas duas palavras têm o mesmo significado, seu idiota”, pensou Maxim.
-Essa vida é mesmo injusta...
-Ah, agora que eu me lembrei, foi ela que me trouxe aqui!!! Se eu não sou mago não posso me teletransportar para casa sozinho, então como eu vou embora?!?!?!
-Simples. Você não vai embora!
-Ah, tudo parece simples quando apenas se fala. Eu não quero ficar aqui! Eu não quero estudar magia!
-E nem vai. Você é um elemental dominador, não pode aprender feitiços, a não ser que seja tremendamente talentoso, o que eu tenho certeza que não é.
-Eu tenho uma casa para tomar conta! -exclamou Maxim.
-Isso pode ser facilmente arranjado. Todas as pessoas vão se esquecer que algum dia alguém morou naquela casa.
-E o meu pai? Eu tenho que cuidar dele! E ele não é mago, não pode viver aqui, certo?
-Na verdade, podemos abrir uma exceção para seu pai, afinal ele é um Timberwolf também. Apesar dele não ser mago, tem um sobrenome importante, então pode viver aqui, contanto que aceite conviver com magos.
-Eu... -começou Maxim, pensando em alguma outra desculpa para não poder morar numa escola de magia.
-Você não tem nenhuma outra desculpa. Venha morar conosco, assim você pode ter aulas de como controlar melhor seus poderes elementais.
Maxim pensou bem na oferta.
-Tudo bem -disse ele afinal. -Talvez eu venha morar aqui. Mas com uma condição.
-E qual seria?
-Me conte por que o meu sobrenome é tão famoso.
-Seu sobrenome é famoso? Por que?
-Não tente disfarçar, eu sei que você sabe que meu sobrenome é famoso! Apenas me diga por que?!
-Na verdade, não é o seu sobrenome que é famoso. É alguém que o usou que o deixou famoso.
-Não entendi.
-Você é a segunda pessoa com poderes mágicos em sua família, Maxim. Todos pensamos que seriam dois magos, mas você nos surpreendeu sendo um elemental dominador.
-Existiu um mago em miha família?
-Sim, e isso foi estranho. Geralmente as famílias são divididas em magos e não-magos, não existe meio termo. Nenhuma família no mundo conseguiu o fato de ser metade de magos e metade de não-magos, apenas a sua, por isso vocês são famosos.
-Só por isso? -Maxim parecia desapontado. Esperava que alguém de sua família tivesse feito grandes feitos pelo mundo, salvado cidades e pessoas, enfrentado vilões, mas eles eram famosos apenas por serem diferentes das famílais normais?
-Na verdade, tem mais um motivo... Axell...
-Quem?
-Senhor -comelou uma voz masculina de fora da sala. -Senhor, temos uma notícia urgente.
-Entre, Madrego -disse Yen.
A porta se abriu e uma estranha criatura entrou. Era metade cavalo e metade homem. Maxim já tinha visto alguns deles em livros e filmes: eram chamados centauros, e sempre tiveram fama de serem fortes, mas Maxim nunca imaginou o quão fortes seriam essas criaturas se realmente existissem. O centauro de nome Madrego tinha um peitoral extremamente definido, coberto por uma fina veste verde de um tecido quase tranlúcido. Os braços e as pernas do centauro estavam cobertos por uma armadura de um metal que Maxim nuca havia visto em sua vida: parecia prata, mas brilhava um pouco menos. Em compensação, parecia duas vezes mais resistente, o suficiente para proteger o portador de qualquer golpe físico.
Madrego entrou ofegante na sala. Se apoiou sobre uma mesa e balbuciou:
-Urgente senhor... houve um atentado... um ataque mágico... uma casa de não-magos foi destruída... uma pessoa morreu...
-Isso é péssimo! -exclamou o diretor. -Vou enviar alguém imediatamente!
-Existem guardas não-magos por toda a parte... -continuou o centauro. -Eles não sabem o que aconteceu, pois a morte foi mágica, não deixa vestígeos. A casa foi incendeada e... um homem morreu...
-Então me passe o endereço imediatamente para que eu possa enviar alguém! -disse Yen, se aproximando do centauro.
-Claro senhor... o endereço é... rua Helvin Kratus, número 25, aqui em Namirus mesmo.
-Tem certeza?! -perguntou Maxim, entrando em desespero.
O centauro afirmou com a cabeça.
-O que aconteceu Maxim? -perguntou o diretor Yen.
-Isso não é possível... ESSA É A MINHA CASA!!!

17/07/07

Mundo de Volceno- Total Fantasy: Memórias de Volceno-Capítulo 2

Mundo de Volceno- Total Fantasy: Memórias de Volceno-Capítulo 2

Memórias de Volceno-Capítulo 2

Bom, aqui tá mais um capítulo da saga de Maxim Timberwolf. Queria agradecer ao comentário(meu único até agora) que foi altamente construtivo, mas só para deixar um aviso: essa história é uma história em que eu posso escrever tranquilamente, como eu já disse, brincar de escrever. Não pretendo assassinar o português, mas também não prometo seguí-lo perfeitamente nessa história, pois como já disse, é apenas diversão. Esses comentários vão ser muito úteis para mim em outras histórias, mas em "Memórias de Volceno" eu acho que ainda não. Seu comentário foi muito bom Otávio, e eu vou aceitá-lo perfeitamente. Sobre os erros de pontuação e outros, tenho que admitir que está certo, isso é o meu ponto fraco, mas vou tentar melhorar, o que acho difícil. Porém, sobre seus comentários sobre o desenrolar da história, digo apenas para não tirar conclusões precipitadas: minhas histórias têm como maior vantagem as surpresas (tanto que já me recomendaram escrever livros de suspensa, masi eu prefiro aventura), então cuidado. Leia as entrelinhas... Agradeço pelo comentário e espero mais. Aqui tá o capítulo 2.

Chapter 2

A escola mágica de Alceste

Act One
Quando as chamas se dissiparam, Maxim deu um pulo para o lado, tentando entender como suas roupas não haviam se queimado. Procurou a parede de sua casa para se apoiar, mas não estava mais em sua casa. Estava em um imenso corredor de paredes metálicas, onde era impossível de se ver o teto. Quistis estava do seu lado, mas isso não o tranquilizou.
-Como viemos parar aqui? -perguntou Maxim, que estava muito assustado.
-Teletransporte -respondeu Quistis. -Um feitiço básico para magos que se movem muito de localidades.
-Teletransporte? Isso é uma coisa que eu só vi em livros de ficção.
-Vai ter que se acostumar. Os magos usam muito isso.
-Onde estamos?
-Essa é uma das inúmeras academias mágicas do mundo de Volceno. Fica em Alceste mesmo, bem perto de sua casa aliás. Se chama Lansgreed.
-Academia mágica de Lansgreed. Nome bonito até.
-Comparado com outros desse mundo esse nome é lindo... Mas não foi para isso que eu te trouxe aqui. Eu tenho que te apresentar uma pessoa.
-Quem?
-O diretor de Lansgreed. Yen Baskervilles.
-Esse sim é um nome bonito...
-Não zombe dele, pelo menos não até conhecer seu poder. Ele é um dos magos mais talentosos de Alceste, e já entrou no rank dos magos mais poderosos do mundo, mas teve que sair.
-Por que?
-A fama subiu em sua cabeça e ele acabou endoidando. Ele é um dos homens mais sábios do mundo, mas é muito difícil fazê-lo falar direito.
-E você quer me apresentar para ele?
-Eu preciso ,já que você vai estudar aqui.
-Eu não disse que ia estudar aqui!
-Mas você precisa estudar magia, e a academia mágica de Lansgreed está tentando te ajudar.
-Claro, me apresentar para um doido é um ótimo meio de me ajudar.
-Quando você conhecê-lo não vai achar mais que sua loucura pode atrapalhar em alguma coisa.
-Mas foi você quem disse... Ah, deixa pra lá. Vamos, me leve até ele.
-Na verdade, ainda não.
-Por que?
-Antes de te levar até ele, seria bom que você conhecesse algumas pessoas.
-Quem?
-Algumas pessoas que trabalham aqui na escola. Vou apresentar vocês a elas, assim eu já aproveito para te mostrar melhor a escola. A sala do diretor fica no sexto andar, o último. Vamos subindo e fazendo algumas paradas para que você conheça essas pessoas.
-Por mim tudo bem. Não vou mais voltar aqui mesmo.
-Duvido que você diga isso depois de conhecê-los. Vamos.
Quistis começou a caminhar em direção a uma escada de subida e Maxim a seguiu.
Act Two
Os dois subiram um nível de escadas e pararam em uma das salas do primeiro andar. Era uma sala grande, com diversas estantes repletas de tubos de ensaio e outros aparelhos de ciência. Maxim pensou que fosse uma daquelas salas de experimento científico, mas não eram experimentos comuns. Alguns magos faziam experimentos com criatuas que Maxim nuca havia visto. Haviam criaturas metade leão metade águia; havia lagartos do tamanho de pôneis que saltitavam e cuspiam fogo para o alto; haviam serpentes de três cabeças e pele roxa que se remexiam freneticamente sobre uma mesa de ferro; e diversas outras criaturas estranhas.
Quistis entrou na sala e Maxim receou em segui-la mas o fez. Atravessaram o local todo cautelosos, todos os bichos olhando para eles. Os dois se dirigiram até um último homem que estava na sala.
Era um homem estranho. Trajava uma veste branca como a dos médicos de hospitais. Usava um óculos de armação e lentes azuis, da mesma cor que seu curto cabelo e suas botas estranhas.
-O que quer aqui Quistis? -perguntou ele.
-Vim trazer uma pessoa para você conhecer -disse a maga. -Esse é Maxim Timberwolf.
-Timberwolf? -perguntou o homem, com uma expressão de susto e surpresa ao mesmo tempo. -Então ele é...
-Isso mesmo.
-Que bom que resolveu estudar conosco ,Timberwolf!
-Eu prefiro que me chame de Maxim. E eu ainda não resolvi estudar aqui. Aliás, nem mesmo decidi estudar.
-Ah, deixe de ser bobo. Meu nome é Gleen Walkspot. Sou o professor de ciências mágicas.
-Ciências mágicas?
-É uma das matérias que você aprenderá aqui. Mas ela nem é tão legal assim.
-Como pode falar isso da matéria que lessiona?
-Não costumo mentir. É uma área importante, mas não é nada legal.
-O que você faz?
-Nós, magos-cientistas, costumamos estudar alquimia para produzir venenos e antídotos. Estamos sempre em contato com criaturas perigosas, como hipogrifos e dragões, esses dois aqui. -Ele apontou para o meio leão meio águia e para o lagarto gigante que se remexiam na sala, e Maxim pode perceber que eles estavam aprisionados em correntes. -Não se preocupe com eles, são criados cientificamente, e mesmo assim não são maltratados.
-Como se eu ligasse... -Maxim se virou para Quistis. -Por que me trouxe aqui?
-Para que você conhecesse algumas criaturas mágicas do nosso mundo -respondeu a maga. -Você nunca as veria caminhando pelas ruas da cidade, então achei melhor trazer você aqui para vê-las. O que achou?
-Fiquei um pouco assustado. O que é aquilo? -Maxim apontou para uma jaula onde uma estranha criatura dormia. Parecia um gorila, mas seus pelos eram vermelhos e longos, e havia espinhos em sua cabeça.
-Aquilo se chama Gangriva -respondeu Gleen. -São parentes distantes dos gorilas, como você já deve ter percebido, mas possuem estranhos poderes de fogo.
-E aquele lá, o que é? -perguntou o garoto apontando para uma outra jaula onde um grande cavalo branco estava onipotente, balançando suas duas grandes asas. Havia um grande chifre em sua testa e, vez ou outra, era possível ver sinais de eletricidade nesse chifre, o que assustva Maxim.
-Essa é nossa melhor criação, chamamos de uni-pégaso, justamente por ser uma fusão de unicórnio e pégaso. Infelizmente, aconteceu um erro e ele ficou muito “elétrico”, acho que podemos dizer assim. Toque nele e receberá uma descarga de 750 volts. -Maxim arregalou os olhos de surpresa. -Esse foi o mais fraco deles, e não ficamos testando em outras pessoas. Quem sabe aconteça algum outro acidente e conheceremos outra taxa de eletricidade disparada por eles.
-Não sendo em mim... -disse Maxim, com uma cara de satisfação. -Tem mais alguma coisa para me mostrar ,Quistis?
-Não, acho que podemos ir -disse a maga.
-Voltem mais vezes -disse Gleen. -Espero poder te mostrar alguns Cotvlins algum dia.
-Isso é nome de remédio? -Maxim sussurou para Quistis, que riu enquanto eles saiam da sala.
Act Three
Depois de subirem mais um nível de escadaria, Quistis e Maxim chegaram a uma grande biblioteca. Era uma sala enorme, repleta de estantes de várias formas e tamanhos, cada uma com muito mais livros do que Maxim sequer sonharia em ver em sua vida.
Quistis caminhou pela sala e Maxim a seguiu, ainda espantado devido ao tamanho da biblioteca. Chegaram a um balcão, mas não havia nenhuma bibliotecária.
-Você está aí, Zaxan? -perguntou Quistis.
-Sim, sim, sim -disse uma voz aguda e irritante vinda do balcão, mas não havia ninguém. -Só um momento que eu já vou...
Houve um grande estrondo e uma pequena mulher disparou de uma das prateleiras próximas ao balcão, carregando um livro grosso e pesado. Ela bateu as asas para se manter no ar e carregou o livro até uma mesa, onde uma mulher velha aguardava.
-O que estava fazendo ali?
-Aquele livro estava entalado -respondeu a pequena mulher de cabelos longos e verdes. -E eu estou sozinha hoje. Laxan não veio trabalhar, maldita vagabu...
-Quem é você? -perguntou Maxim, olhando para a estranha mulher. -Ou melhor, o que é você?
-Que grosseria!!! Eu sou Zaxan, a fada de Epafo, bibliotecária número um de Lansgreed, atual presidente da associação das livrarias de Edegardes. E você, quem é?
-Eu sou Maxim... um mago...
-Se você está em uma escola de magia, obviamente tem poderes mágicos.
-Mas eu não sou um mago comum. Eu sou um mago recentemente formado no colegial dos não-magos.
-Oh! Que incrível! -A fada flutuou até perto do rosto de Quistis. -O que isso quer dizer? -sussurou ela.
-Deixa pra lá -disse a maga. -Ele é um Timberwolf.
A fada pareceu se espantar ao ouvir o nome.
-Por que não disse antes! -exclamou ela. -Me desculpe por minha grosseria, senhor Timberwolf. Se desejar algum livro, não hesite em me chamar. Mas chame a MIM, viu? Aquela outra fada, Laxan, é uma irresponsável que não presta pra nada e...
-Quem é irresponsável? -perguntou uma segunda fada que chegou flutuando atrás de Zaxan. Ela tinha um cabelo longo e azul-cristálico, reluzente como uma jóia.
-AH!!! Laxan, a quanto tempo! Como está?
-Não tente disfarçar! Você estava falando mal de mim! Eu ouvi!
-Ah, então a senhora tem que experimentar lavar os ouvidos melhor, pois está ouvindo tudo errado. Por que não experimenta começar a ser higiênica e tomar banho? Assim você pode lavar seus ouvidos todos os dias!
-Quem você está dizendo que não toma banho??? Que eu saiba é você que não tem costume de usar o banheiro e está sujando a biblioteca toda!
-Olha aqui sua...
As duas fadas começaram a discutir e a se bater no alto, e acabaram caindo no chão.
-É melhor sairmos daqui -sussurrou Quistis. -Vai acabar sobrando pra gente.
Maxim concordou e os dois começaram a caminhar sorrateiramente para fora da biblioteca. Laxan flutuou e começou a gritar por eles, e Quistis fez um sinal para que os dois saíssem correndo do local.
Act Four
Correndo, Maxim e Quistis deixaram a biblioteca e subiram mais um nível de escadaria. Todas as salas estavam fechadas e eles começarm a se dirigir para o quarto andar.
-Ei, Quistis, por que as salas desse andar estão fechadas?
-Aconteceram acidentes a alguns dias. Nosso terceiro andar está interditado devido ao estrago causado por esses acidentes.
-Que acidentes deixariam um andar todo de uma escola mágica inteditado?
-Acidentes mágicos -respondeu Quistis com um leve sorriso no rosto. -Esqueça isso, não é importante agora, e provavelmente não será.
-Posso fazer outra pergunta?
-Tecnicamente, essa já foi outra pergunta, mas eu deixarei que faça mais uma.
Maxim não entendeu o comentário e o ignorou.
-Por que meu sobrenome é tão conhecido?
Quistis se surpreendeu com a pergunta, como se não a estivesse esperando tão rápido.
-Como assim? -disfarçou ela.
-Você sabe, Zaxan e... e aquele cientista...
-Gleen.
-Isso, eles conheciam meu sobrenome. A fainha idiota até me chamou de senhor depois de ouvi-lo.
-E o que tem de mais?
-Não se chama alguém de senhor sem um bom motivo.
-Não é nada. Zaxan é um pouco desmiolada, só isso.
-Você está escondendo alguma coisa de mim.
Novamente, Quistis pareceu surpresa, mas tentou disfarçar.
-Não, eu não estou não. Agora será que você pode ficar quieto e continuar a caminhar?
Maxim aceitou a sugestão e seguiu em silêncio. Quando estavam próximos à escadaria para o quarto andar, Quistis parou. Havia uma garota parada em frente a uma das salas fechadas. Ela tinha cabelo bem curto, de um estranho tom de roxo. Maxim não pode ver seu rosto, pois ela estava de costas para ele, mas imaginou ser bonita.
-Ei, você não pode ficar aqui -disse Quistis. -Esse andar está interditado.
-Ah, me desculpe -disse a garota, virando-se para os dois. Ela tinha um belo rosto e aparentava a mesma idade de Maxim. Seus olhos eram um de cada cor, um vermelho e um amarelo, ambos estranhos. Ela trajava uma roupa azulada que mais parecia um uniforme dos soldados de guerra, pois continha alguns detalhes de metal nos ombros e nos braços.
-É você, Iris. De novo?
-Me perdoe, senhora Quistis. Eu estava indo ao quarto andar e... eu parei... para...
Ela engoliu as palavras como se fosse chorar e saiu correndo para a escada que levava de volta ao segundo andar. Seus olhos encontraram os de Maxim po um instante, antes que ela desaparecesse de vista.
-O que aconteceu? -perguntou Maxim. -O que você fez?
-Na verdade, nada. Essa garota está traumatizada. Seu irmão morreu durante o “acidente” que aconteceu aqui. Ela vem aqui quase todos os dias e fica olhando para aquela sala, que era o local onde o irmão dela estava na hora de sua morte.
-Se ela está traumatizada, esse acidente que você tanto fala deve ser recente.
-Não. Esse acidente aconteceu a dois anos.
-Mas por que esse andar está fechado até agora? Tem alguma chance dos efeitos não terem acabados? É disso que vocês tem medo?
-Na verdade, não. Temos medo é que aconteça de novo.
-Não entendi? Mas estou começando a desconfiar que esse acidente não foi um acidente mesmo...
-Relaxe, isso também não é importante. Vamos continuar.
Act Five
No quarto andar, Quistis entrou em uma estranha sala. Era pequena, mas confortável. Tinha duas poltronas grandes e vermelhas, uma de frente para a outra, e uma mesa de vidro entre as duas. Sobre a pequena mesa, havia uma bola de cristal, um baralho de tarô e umas pedras brancas e pretas que Maxim não reconheceu.
Atrás da outra poltrona havia uma mulher muito estranha, que se encaixava perfeitamente na sala. Ela tinha um imenso cabelo cinzento, que parecia mais empoeirado do que colorido. Usava um enorme óculos em forma de coração e tinha uma boca larga e rechonchuda, apesar de ser muito magra. Trajava uma roupa com várias cores, que a deixava parecida com um arco-íris ambulante. Tinha três amuletos de ouro falso no pescoço e um anel de prata em cada dedo, também falsos.
-Boa noite, Misty -disse Quistis com um sorriso animador no rosto.
-Não está nada boa Quistis -disse a mulher com uma voz que mais parecia um gemido. -Tive uma premonição estranha com o diretor.
-Assim como as outras quatro que você teve de manhã?
-Não, pior. Nessa ele morria.
-Mas você disse que ele morria nas outras também.
-Mas nessa ele é morto por um dragão! Isso é muito pior.
-Não sei. Acho que eu prefiro um dragão do que milhares de tubarões -zombou Quistis.
-Quem é esse garoto aí?
-Eu sou Maxim Timberwolf...
-Timberwolf? Você é um Timberwolf? Isso é inacreditável! Como não-magos podem entrar aqui?
-Ele tem poderes, nós detectamos -disse Quistis.
-Um Timberwolf com poderes mágicos? -perguntou Misty. -Que presságio ruim. Acho que vou tirar as cartas. Quer que eu leia sua mão, garotinho?
-Er... Eu acho melhor não...
Misty tirou cinco carta do baralho e as olhou com uma expressão de terror.
-Eu sabia. Essa era a profecia. Eu me lembro. Fui EU quem fez. Não... Eu não me lembro quem fez, mas eu sei que é a profecia. É um presságio ruim, obviamente.
-Do que ela está falando? -sussurou Maxim no ouvido de Quistis, que balançou os ombros com se quisesse dizer “não faço a mínima idéia...”
-Bom, Misty, eu só vim apresentá-lo a você -disse Quistis. -Se me permite...
-Tome cuidado, esse garoto está na profecia, eu te disse que estava com um mal presságio. Ele é o presságio. Não, ele é a profecia... Ah, eu vou olhar minha bola de cristal depois eu te informo melhor...
-Claro.
Os dois deixaram a sala e começaram a subir para o quinto andar.
-Quem é essa mulher louca? -perguntou Maxim.
-Essa é Misty Vandread, nossa professora de premonição. Não ligue, ela é meio doida mesmo. Acho que todas as pessoas que escolhem essa área são meio doidas, mas não posso dizer isso, seria preconceito.
-O que é essa profecia que ela estava falando?
-Todo mundo faz parte da profecia de acordo com ela. Sabe, existem milhares de profecias verdadeiras no mundo, algumas até são importantes, mas se dependesse dela haveriam milhões, só aqui. Todo mundo que se aproxima dela está marcado para morrer ou para matar alguém de acordo com as profecias doidas dela mesma. Nem ligue. Vai ter que se acostumar quando tiver aulas com ela.
-Eu ainda não decidi se vou querer estudar, não tome decisões por mim!
-Como quiser, Timberwolf.
Act Six
No quinto andar, Quistis entrou numa sala muito espaçosa, mas que estava completamente tomada por mesas de metal. Haviam diversos recipientes espalhados pelas mesas e pelo chão, alguns vazios, mas a grande maioria estava cheia de líquidos de várias cores.
Num canto da sala havia uma grande lousa branca, onde um homem fazia anotações. Era velho, e tinha um cabelo ruivo extremamente liso. Suas orelhas eram grandes, o que deixava seu rosto estranho, e suas bochechas secas eram rosadas. Parecia um esqueleto de tão magro, sua roupa preta e colada no corpo não disfarçava nem um pouco.
-O que faz aqui, Quistis? -perguntou ele com uma voz amigável.
-Estou apresentando um aluno novo...
-Eu ainda não sou aluno! -exclamou Maxim.
-Quem é você, garoto escandaloso? -perguntou o velho.
-Eu sou Maxim Timberwolf. E quem é você? Deixa eu adivinhar... Algum parente esquecido do Dumbo?
-Que gentileza sua. Meu nome é Durval, e eu lessiono sobre o preparo de poções e antídotos mais eficientes. Você é um Timberwolf? Isso sim é algo estranho.
-O que tem de estranho no meu nome?!
-Por que não podemos conversar amigavelmente? -disse Quistis. -Vocês serão professor e aluno, não podem se odiar assim!
-Eu já disse que não decidi se vou estudar aqui! -exclamou Maxim.
-Eu não ligaria de lessionar minha matéria para esse ignorante -ombou o professor.
-Ignorante é você, senhor orelhudo!
-Será que podem parar? -perguntou Quistis. -Esse foi o melhor primeiro contato que eu já vi.
-Vocês têm mais alguma coisa para fazer aqui? -perguntou Durval. -Quistis disse que ia apenas me apresentar esse aluno novo e já o fez. Agora, se me permitem, estou um pouco ocupado com o estudo de uma nova poção.
-Vamos embora Quistis, deixa esse velho procurar uma poção para diminuir sua orelha.
-Na verdade, estou procurando um antídoto para picada de gonsaraturis, mas acho improvável que você saiba o que é isso.
-É claro que eu sei o que é um koratanmuzis!
-Gonsaraturis, pequeno idiota.
-Obrigado Dumbo. Eu sei o que é isso!
-Não, Maxim, você não sabe -disse Quistis. -Agora, é melhor irmos embora.
-Deixe ele falar -disse Durval. -O que é um gonsaraturis?
-É um inseto... um gafanhoto... não, é um besouro...
-É um tipo de formiga seu idiota.
-Eu sabia. É que o meu tipo de ciratura favorito são os elefantes orelhudo que voam.
-Ora seu... -disse Durval, tentando avançar sobre Maxim, mas Quistis o tirou da sala rapidamente.
-Quem esse cara pensa que é? -perguntou Maxim quando eles já estavam fora da sala.
-Quem você pensa que é? -disse Quistis. -Ele é um professor, e esse lugar é uma escola, e você é um aluno...
-Eu ainda não sou um aluno!
-Tá, mas você pode ser punido do mesmo modo, então é melhor se comportar.
Maxim ficou em silêncio no mesmo instante.
-Agora nós vamos para a sala do diretor. Eu já te disse que ele é meio doido, por isso não pense que ele será grade coisa. Vamos.
Os dois subiram a escadaria do quinto andar e chegaram ao sexto, o último da escola. Caminharam pelo corredor pouco movimentado e entraram em uma sala que ficava atrás de uma estátua de um porco voador que Quistis teimava em chamar de Muntis. Abriram a porta e entraram no local, onde um homem velho os aguardava. Estava sentado de costas para a entrada, e só se podia ver seu cabelo branco como as nuvens.
-Bom dia, diretor Yen -disse Quistis. -Estou aqui para te apresentar uma pessoa. Esse é...
-Eu sou Maxim Timberwolf -disse Maxim. -Muito prazer.
-Ele é um mago ,senhor Yen. Por isso eu...
-Pode ficar tranquila, Quistis -interrompeu o homem, com uma voz velha e fraca. -Ele não é um mago.

16/07/07

Bom, eu já postei a introdução, o prólogo (não é a mesma coisa viu!) e o capítulo 1, acho que já está bom para um dia só, né?
Espero ver comentários.

Mundo de Volceno- Total Fantasy: Memórias de Volceno-Capitulo 1

Mundo de Volceno- Total Fantasy: Memórias de Volceno-Capitulo 1